Migração para o IPv6: por que isso é pra ontem?

10 de novembro de 2020

Por que adiar ainda mais a migração para o IPv6? Muitas empresas, e estamos falando especialmente dos provedores de internet, que conectam casas e empresas ao mundo, tem dado várias desculpas para se manter no IPv4 através do CGNAT ou outros métodos. Vejamos quais são algumas delas:

  1. Operadoras e fornecedores de link ainda não trabalham com IPv6;
  2. Alguns ativos de rede ainda não suportam o IPv6;
  3. Não há muitos sites trabalhando com IPv6;
  4. IPv6 não vai gerar ganho;

Para cada um dos questionamentos acima, no entanto, temos uma resposta. Vejamos:

  1. O IPv4 acabou! Por isso, as grandes operadoras não tem outra alternativa, e a maioria já roda em IPv6;
  2. Verifique se há atualização do software do ativo de rede disponível. Do contrário entenda que IPv6 já é o presente, e não só o futuro! Portanto, alguns dispositivos realmente precisarão ser trocados.
  3. Os grandes provedores de conteúdo como Google, Youtube, Facebook etc. já estão em IPv6 e sempre trabalharão com ele daqui por diante.
  4. O IPv6 vai gerar ganho de performance e economia, a médio e longo prazo.

Então está esperando o que? Vamos migrar logo! 😀

Muitos ISPs ainda não saíram do IPv4 porque estão acomodados com o CGNAT.

O CGNAT não é eterno, ele não vai acompanhar as evoluções da internet e as evoluções das aplicações. Os novos dispositivos, daqui para frente, virão preparados e configurados para o IPv6. Por isso, a gestão do CGNAT tende a se complicar mais com o passar do tempo, pois vai ficar ultrapassado. Aliás, qual fabricante vai querer ficar usando métodos de prolongar a vida do esgotado IPv4 e ficar fazendo adaptações, tendo inúmeros IPs disponíveis no IPv6?

Nós escrevemos um outro artigo mostrando mais detalhes por que os provedores de internet devem abandonar o CGNAT o quanto antes. Você pode ler o mesmo para mais informações, Porém aqui vai um resumo dos prejuízos em se usar o CGNAT.

  • Fere um dos princípios arquiteturais da internet, a chamada conexão ponto a ponto.
  • Torna o gerenciamento de uma rede interna e a habilitação de determinados serviços mais complexa do que deveria ser.
  • Pode causar interferências em aplicações como peer-to-peer (P2P), VoIP, streaming de vídeo, hospedagem de jogos, tunelamento ou qualquer aplicativo que depende de um endereço IP único.
  • Aumenta o risco de falhas de autenticação do usuário em serviços web que utilizam o endereço IP como identificação.
  • O uso de aplicativos, enquetes ou outros recursos pode sofrer limitações.
  • Todo tipo de atividade na internet que necessite se comunicar diretamente com o endereço IP exclusivo do usuário pode sofrer interferências ou impossibilidades.

Algumas pessoas podem se estressar de verdade caso não consigam realizar suas atividades na internet…

E o pior de tudo é acabar descobrindo que isso é culpa do provedor de internet, que em vez de fazer a migração para o IPv6, prefere continuar usando métodos paliativos para prolongar a vida do esgotado IPv4.

Como fazer a migração para o IPv6 com sucesso?

IPv4 é escassez, é tirar leite de pedra! O IPv6 é justamente o contrário.

Uma dica para quem quer fazer a migração para o IPv6 é esquecer tudo sobre IPv4 (gradativamente). Não podemos ficar reféns do velho padrão, até porque há trilhões e mais trilhões de endereços IPv6 disponíveis.

O modo de planejar e implementar o IPv6 é diferente. Aprendê-lo e manuseá-lo não é tão difícil para quem já está habituado a trabalhar com redes de computadores e internet. No entanto, como dissemos, o IPv6 é diferente do IPv4.

Primeiro é necessário pensar no bloco que o provedor necessita. Geralmente um /32 é o suficiente. Demos sobre isso mais detalhes no artigo como implementar o IPv6 em uma rede ISP.

O IPv6 não é nenhuma novidade para dizer que é inseguro, pois ele já tem mais de 20 anos de existência. Você não está lidando com uma coisa instável ou uma espécie de versão beta do protocolo. Mas você está lidando com algo sólido e bem desenvolvido.

Veja neste vídeo do IPv6.br mais informações e as consequências de se adiar a migração para o IPv6, insistindo no CGNAT:

Você entendeu qual é a necessidade de fazer em seu provedor a migração para o IPv6, mas ainda está perdido ou tem medo de fazê-la? Envie uma mensagem para nós aqui na Gerenciatec e nós vamos te apresentar a nossa consultoria com a solução completa!

Por que pensar na migração para o IPv6 em seu provedor agora?

Primeiro de tudo, permita-me ser honesto em tirar uma ilusão que talvez se passe por sua mente em algum momento: Você não vai aumentar o faturamento com IPv6! Não a curto prazo.

O que há a curto prazo ao realizar a migração para o IPv6 é o investimento em treinamento interno. Portanto, a princípio vai ter certo trabalho adicional.

No entanto, pense da seguinte forma: você vai ter que mudar um dia! Portanto, é conveniente ir mudando agora aos poucos e ir aprendendo o funcionamento do protocolo.

Isso é melhor do que mudar no futuro da pior forma possível, pois algumas aplicações em um futuro breve só vão começar a funcionar no IPv6, sabe por que? O IPv4 JÁ SE ESGOTOU aqui no Brasil! Embora novos endereços podem ficar disponíveis, não há como saber quando ficarão.

A escassez do IPv4 está ficando cada vez maior!

Você quer ser surpreendido quando alguma coisa no seu provedor não funcionar mais? Creio que não.

As grandes empresas provedoras de conteúdo já se atualizaram. Muitos ISPs pequenos, no entanto, estão ficando para trás.

Mais de 35% dos usuários que pesquisam no Google no Brasil já estão se conectando em IPv6. Provavelmente na data em que você lê este artigo o número deve estar ainda maior, basta conferir no site Google IPv6.

Você terá grandes prejuízos no futuro se a sua equipe não estiver preparada. Fazer cursos ou pesquisas, mas não trabalhar na prática a implementação do IPv6 não vai adiantar. Por isso, uma consultoria para realizar treinamentos internos na prática, assim como a implementação gradativa na sua base e clientes, é de suma importância. Os problemas com o IPv6 são mínimos, só precisamos estar atentos ao manuseá-lo, pois é diferente do IPv4.

Tem muitos provedores crescendo a taxas muito altas. Os que tem o IPv6 implementado vão continuar crescendo, mas os que não tem terão trabalho dobrado, à medida que vão aumentando sua rede e que o IPv6 vai naturalmente substituindo o IPv4.

Dependendo do tráfego que você tem, pode hoje fazer o CGNAT de forma tranquila e econômica. Mas ele tem uma capacidade limitada. A hora que estourar isso, você vai ter que investir em um equipamento CGNAT na casa de 14 mil dólares devido o tráfego CGNAT aumentar muito. Isso não acontecerá no IPv6, que já é o presente, e não o futuro.

Fazer a migração para o IPv6 no seu provedor de internet não se trata de garantir sua prestação de serviços no futuro, mas é se conectar com o presente!

Quer fazer isso? Fale com um dos especialistas da Gerenciatec.

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